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  • Márcia Doring

Pensando e usando o tempo de maneira estratégica


Falar em como lidar com o tempo é sempre necessário, vejo cada vez mais as pessoas desesperadas, com aquela sensação de afogamento e deixando de fazer o que equilibraria seu dia e o deixaria mais criativo.


Muita gente se perdendo e enlouquecendo por falta de uma estratégia de como executar suas tarefas. O sistema "puxado" está se tornando uma falácia, porque as pessoas estão em várias "tribos", "squads", "times", etc., e no final das contas tudo continua sendo "empurrado". Alguns por absoluta falta de opção, já que é uma exigência da organização para qual prestam serviço, para outros por falta de esforço de planejamento mesmo, mas atrapalham uns aos outros e quem tenta se organizar, já que tudo vira urgência, e hoje isso parece ser normal.


De que adianta ter nomes e modelos de gestão interessantes se a forma de estruturar o trabalho continua a mesma, completamente empurrada?

Como vamos ser criativos se não deixamos espaço para que o conhecimento se decante? Todas as informações que absorvemos, que temos contato ficam em suspensão como se fôssemos um recipiente com um mixer ligado em nossas cabeças o tempo todo.


Para aprender mais, precisamos ter contato com livros, artigos, entrevistas mas não adianta ter contato e não ter tempo para refletir sobre o novo conhecimento, para testar e inserir no contexto de nossas atividades. Temos muita informação importante e relevante disponível, mas aproveitamos? Não mesmo. Nos perdemos, ou seguimos caminhos que não vão nos levar a lugar algum, já que não temos estratégia daquilo que é importante ser aprendido e feito no momento.


Quando nos damos conta que precisamos de organização, começamos a usar a Agenda do Google (só uso essa), a do Outlook, aquele planner lindo e fofo, escrevendo na palma da mão (vintage), post-it no monitor, e por aí vai, mas tudo ao mesmo tempo. Não organizar as tarefas ou sair anotando em diversos lugares sem gestão acaba produzindo o mesmo efeito, ou seja, nada ou mais confusão.


Tentar fazer tudo que é solicitado ou ser otimista demais também é certeza de complicação. Temos um limite, as tarefas precisam ser negociadas, distribuídas e gerenciadas. Se seus colegas ou colaboradores não conseguem concluir suas tarefas não saia como um super-herói tentando fazer tudo por todos eles, ensine, oriente e também deixe de ser centralizador.

Precisamos parar de romantizar a sobrecarga de trabalho, ela não é sinal de competência ou produtividade. Ser produtivo é entregar mais em menos tempo e ter opções do que fazer com o seu tempo livre.

Não, você não é insubstituível e não é perfeito. Você até pode ser inseguro e ter medo de que alguém pegue o seu lugar, mas se ficar doente ou começar a errar a possibilidade de que isso aconteça é muito mais real e possível.


Eu trabalho muitas horas no dia, tenho várias atividades e compromissos com diversas equipes, com a minha família e comigo mesma, e eu não me priorizava.


Agora eu coloco o cabeleireiro, a terapia, reservo o tempo para o almoço com o marido no final de semana, a visita aos parentes próximos e amigos, a ida ao cinema, o tempo para desenhar e pintar e vários outros eteceteras. Quero ter vida e como uso o fim de semana para dar e preparar aulas, fazer cursos, e estudar, assumi que preciso de toda essa rotina de fim de semana e a agenda funciona 7 dias por semana.


Dá sempre certo? Não dá, mas fica mais fácil, tenho mais visibilidade do que preciso fazer, tenho mais tranquilidade e no final das contas consigo fazer escolhas melhores.

Pode parecer um luxo, nem todo mundo tem essa flexibilidade, mas eu precisei de um grande esforço para entender isso, uma disciplina ainda maior e ajuda profissional para começar a mudar essa mentalidade. Antes eu achava que era escrava da sobrecarga de atividades, eu media meu valor pelo número de horas que trabalhava, era uma espécie de troféu, e na verdade não recebi nenhum retorno ou reconhecimento por isso, aprendi muito é verdade, mas me desgastei muito também, e não sou a única.


Nas mentorias tenho percebido que a falta de foco, objetivos claros ou equivocados tem sido um grande fator de preocupação e desorganização, então lido com os mentorados no sentido de orientar esforços para organização de uma maneira estratégica.


Direcionando suas ações em função de suas metas esses profissionais conseguem um aproveitamento melhor do tempo, sendo mais produtivo eles ficam mais satisfeitos, e se não tivermos algum nível de satisfação fica muito difícil viver.



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